Veja motivos que provam que o andador faz mal para o crescimento de seu filho

Veja motivos que provam que o andador faz mal para o crescimento de seu filho

Ver o #filho dar os primeiros passos é uma das maiores emoções para os #pais.  A ansiedade é tanta que há pais que acabam colocando os pequenos em andador.

Porém, recentemente, alguns pediatras pediram a abolição desse aparelho usado há muito tempo com o intuito de facilitar o aprendizado do caminhar.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) pede a colaboração de médicos e hospitais na coleta do máximo de informação possível sobre o assunto, a fim de obter uma estatística brasileira mais fidedigna sobre o número de acidentes com andadores.

Com a verificação desse risco, países já o aboliram, como o Canadá que proíbe o seu uso desde 2007.

“Os pais pensam erroneamente que se a criança andar mais rápido terá liberdade e independência, o que, na verdade, pode custar muito caro. Um andador que atinge uma velocidade de 1m/s, como aqueles em que os bebês permanecem sentados no centro, pode rapidamente fugir do controle dos pais num piscar de olhos.
Eles ainda não têm noção do perigo, ficam susceptíveis a várias situações de risco, por exemplo, escadas, piscinas e cantos de mesa, sem contar os inúmeros objetos que podem alcançar pelo caminho e levar à boca”, explica a professora de fisioterapia Roseli Cordeiro de A. Morais.

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Ainda de acordo com ela, as pesquisas científicas não demonstram nenhum benefício no desenvolvimento motor associado ao andador.

“Pelo contrário, tem se observado #crianças mais ‘preguiçosas’ quando retiradas do aparelho”, afirma a especialista, adicionando que com o andador os #bebês começam a andar errado, o que pode contribuir para problemas de saúde no futuro.

Com certeza, há pais e mães que já fizeram uso de andadores e não tiveram nenhum problema.

“No entanto, mesmo aqueles que revelam uma experiência positiva com esse aparelho, diante da exposição de tantos riscos, do conhecimento dos vários acidentes ocorridos e da comprovação de nenhum benefício, percebem que tiveram ‘sorte’ e revelam que provavelmente não voltariam a usar o equipamento.”

Deve ficar claro que existe um tempo certo para cada fase do #bebê, então, é fundamental permitir que todas aconteçam exatamente no tempo da #criança, sem pressioná-la para que ande logo. A professora Roseli lista para você essas etapas até o momento do seu pequeno começar a andar.

6 a 7 meses –

Quando a #criança já é capaz de permanecer sentada sozinha, deixe-a livre no chão, claro que com os devidos cuidados com o ambiente, por exemplo, colocando tapetes emborrachados. Então, espalhe brinquedos adequados para a idade (cuidado, o #bebê leva tudo à boca) perto e longe do bebê, para que ele possa tentar alcançá-los.

8 a 9 meses –

Deve-se estimular a postura de “gato” e o engatinhar. Para isso, deixe o pequeno nessa posição e coloque um rolo sob o abdômen para ajudá-lo, já que será mais fácil para apoiar as mãos à frente e fazer os movimentos.

É muito importante que a criança passe pela fase do engatinhar, pois, assim, ela ganhará independência para explorar os ambientes e adquirir coordenação. Nessa etapa, o cercadinho com brinquedos também é bastante útil.

10 meses –

A partir daí, surge a possibilidade de deixar o bebê em pé sozinho no cercadinho e fora dele. Sempre que possível, sente-se no chão com ele e o coloque em pé, então, com as suas mãos no quadril dele vá promovendo deslocamentos leves laterais e também para frente e para trás para treinar o equilíbrio e a transferência de peso.

Sentindo que ele está seguro, progrida com uma caminhada apoiando as duas mãos do pequeno, evolua para uma mão e vá dando cada vez mais liberdade.

“É muito importante o controle da ansiedade dos pais, pois cada criança tem o seu tempo. Por isso, não se deve fazer comparações com irmãos, primos, vizinhos etc. Os pais também não podem deixá-la amedrontada, pois é preciso que realize as atividades com tranquilidade. Espera-se que o bebê inicie a marcha livre dos 10 aos 14 meses, estando absolutamente dentro da normalidade”, finaliza Roseli.


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