A tragédia que fez Rede Globo parar de pôr bebês pequenos em novelas

Em abril, um bebê sofreu hipotermia durante as gravações de um cena da novela A Força do Querer

Até pouco tempo atrás, era comum aparecerem bebês recém-nascidos em cenas de partos ou logo após o nascimento em novelas.

Houve uma mudança na legislação e agora a justiça exige que bebês devem ter no mínimo dois meses para participar das gravações. E não devem ficar mais de uma hora por dia nos estúdios.

Na novela A Força do Querer, o bebê da personagem Ritinha (Isis Valverde) já é maiorzinho, apesar de estar interpretando um recém-nascido.

“Muita gente reclamando do tamanho dos bebês em novelas. Hoje em dia a lei é muito mais rigorosa com relação à participação deles. E isso é ótimo! Um set tem no mínimo 60 pessoas, ar-condicionado, poeira. Portanto, um ambiente onde um bebê de menos de 3 meses NÃO DEVE transitar”, disse a diretora de novelas da Globo Maria de Medicis em suas redes sociais.

Glória Perez, autora da novela A Força do Querer, também é a favor das novas regras e respondeu as críticas.

“O bebê tem 2 meses. Por mim seria maior! Amo quando usam o boneco. Antes de pensar em realismo, lembrem que ali está uma criança, como o filho de vocês”, disse Glória Perez em suas redes sociais.

A Rede Globo tem usado cada vez menos bebês, e tem optado por bebês maiores ou quando possível utilizado bonecas ou efeitos especiais, após uma tragédia durante a gravação de A Força do Querer.

Em abril, conforme escreveu o jornalista Léo Dias no jornal “O Dia”, durante uma gravação de A Força do Querer no Pará um bebê de três meses sofreu hipotermia após gravar uma cena próxima a um rio e precisou ser internado.

Segundo o jornalista, os funcionários envolvidos na gravação foram suspensos, e a emissora forneceu todo o suporte a família do bebê.

Vale lembrar que o contato com muitas pessoas e a presença de bebês em locais fechados não é aconselhada até os três meses do bebê.

“Locais fechados e com muita gente devem ser evitados até a primeira dose de cada vacina, o que ocorre a partir do terceiro mês de vida. Mas depois não pode fazer qualquer coisa, o sistema imunológico do pequeno ainda é imaturo”, constata a pediatra Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luiz.


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