Caso Marcelo Pesseghini, Família quer reabrir inquérito, menino foi acusado de matar Pai, Mãe, Avos, e logo se Suicidar. – Leia mais…

Em 2017, vizinhos dos Pesseghini disseram ao G1 que ouviram no bairro que policiais militares poderiam ter executado a família. Veja reportagem da época abaixo:

“Desde que a família decidiu tomar essa atitude, nós fomos à frente. São passos devagar”, fala Roselle, que aguarda posicionamento da Comissão da OEA sobre o material entregue com pareceres técnicos e vídeos do caso Pesseghini analisados por um perito particular dos Estados Unidos.

Segundo Roselle, caso o órgão internacional aceite os documentos, uma comissão deverá ser criada para vir ao país investigar a morte da família. “Mas isso depende da documentação e ainda vai depender também dessa pré-análise que eles estão fazendo, mas tenho certeza e confio na comissão internacional”, espera a advogada.

Roselle espera que a CIDH encaminhe o caso Pesseghini à Corte Interamericana de Direitos Humanos. “O objetivo é que a Corte condene o Brasil por ser omisso às provas do caso, além de pedir que interceda para retirar o nome de Marcelinho como culpado e que a investigação seja reaberta”.

Ela também admite a possibilidade de denunciar o caso ao Tribunal Internacional de Haia. Antes, já teve negado pedidos de reabertura da investigação no Brasil, quando procurou a Vara da Infância e Juventude, Tribunal de Justiça (TJ), ambas em São Paulo, e Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília. Segundo a advogada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), todos na capital federal, também não responderam as solicitações para reabrir o caso.

Polícia

No ano passado, o DHPP informou ter depoimentos e laudos de balística que provam que Marcelinho assassinou a família e se matou. Como o assassino morreu, segundo a polícia, a investigação encerrou o caso e o arquivou sem responsabilizar mais ninguém.

Ainda segundo o Departamento de Homicídios, após matar a família com a arma da mãe, ‘Marcelinho’ pegou o carro dela, um Corsa, e o dirigiu até a rua do colégio onde estudava. Câmeras de segurança gravaram o veículo chegando e o adolescente saindo dele.

O local fica distante cerca de 5 km de onde morava. Ele dormiu dentro do automóvel e então foi para a aula. Lá, contou para os amigos que havia matado a família, mas ninguém acreditou nele. Em seguida, pegou carona com um amigo no carro do pai deste e voltou à residência, onde se matou.

Parecer técnico dos Estados Unidos, de um perito particular contratado pela advogada dos avós paternos de ‘Marcelinho’, aponta ter ocorrido ‘manipulação’ em um vídeo que serviu para a polícia culpá-lo pela chacina da família em São Paulo.

Um vulto não identificado próximo a ‘Marcelinho’ poderia ser o verdadeiro assassino, segundo Roselle. Um vídeo obtido pela advogada também mostra testemunhas contando que a morte dos Pesseghini poderia estar relacionada a uma possível execução.

À época do crime, Roselle comentou que a mãe de ‘Marcelinho’ pretendia revelar a seus superiores na Polícia Militar a descoberta de um esquema de corrupção envolvendo policiais militares. Onde o filho dela estudou tinham outros alunos dos quais os pais eram PMs.

Além disso, a arma do crime teria sido encontrada na mão esquerda do garoto, mas ele seria destro.


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