Cada vez mais pais se recusam a vacinar filhos! E isso prejudica a todos os bebês

O Brasil possui uns dos melhores programas de vacinação pública do mundo. Graças à vacinação da população, especialmente dos bebês e crianças, conseguimos acabar em todo o país doenças gravíssimas como a varíola e a poliomielite (paralisia infantil). Desde 2015 o sarampo foi eliminado do Brasil também graças à vacinação. Está mais do que claro que vacinar o seu filho é importante.

Lamentavelmente, todas essas conquistas importantes em termos de saúde podem estar em risco por causa de uma decisão que cada vez mais pais tem feito: não vacinar o filho. No Brasil, vêm ganhando força grupos que não querem vacinar os filhos ou a si próprios. Estes grupos têm crescido graças a páginas temáticas nas redes sociais.

O jornal O Estado de S. Paulo encontrou cinco grupos no Facebook de pessoas que não querem vacinar os filhos ou a se vacinar. No total, estes grupos reúnem mais de 13,2 mil pessoas. Nesses espaços, os pais compartilham notícias publicadas em blogs, a maioria de outros países e em inglês, sobre as supostas reações às vacinas, por exemplo, relacionando-as ao autismo. É importante deixar claro que há décadas dezenas de estudos já comprovaram que NÃO existe NENHUMA relação entre vacinação e autismo.

O aumento destes movimentos tem causado preocupação no Ministério da Saúde, que observou queda no índice de cobertura de algumas vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, por exemplo, a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve adesão de apenas 76,7% do público-alvo.

O que meu bebê tem a ver com isso?

Muitos pais e mães devem estar imaginado: “certo, mas eu vacino meu bebê, então isto não irá nos prejudicar”. E é ai que estes pais se enganam. Prejudica bastante.

Isto porque ao nascerem os bebês tem uma imunidade super baixa e é com o passar do tempo e com a vacinação que eles vão obter uma imunidade mais forte. As vacinas não são dadas todas de uma vez, então durante o primeiro ano de vida, mais ou menos, o bebê está suscetível a uma série de doenças.

Agora, pense que há um grupo de pessoas que não recebeu nenhuma vacina. Estas pessoas, crianças e adultos, são mais suscetíveis a contrair e a TRANSMITIR doenças. Um dos motivos pelos quais os bebês não contraem tantas doenças hoje em dia é porque a população já está imunizada e, portanto, não contrai e não transmite doenças para os pequenos.

Para se ter uma ideia, a situação é tão grave que na Europa, onde existem grandes grupos de pessoas que não vacinam os filhos, mais de sete mil pessoas já foram contaminadas por SARAMPO. Isso mesmo, SARAMPO, a doença que já está eliminada no Brasil, mas que pode voltar se os pais optarem por não vacinar seus filhos.  “Imagine se 5% da população deixar de tomar a vacina a cada ano. Isso forma um nicho de pessoas suscetíveis a doenças que, caso contaminadas, podem infectar mais gente”, alertou o infectologista Guido Carlos Levi, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).


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