As quatro crianças tinham medo da mãe. Já adultas, elas tinham apenas uma coisa a lhe dizer.

Esta carta é a história de uma mãe escrita pela própria filha. Quando olhamos para trás, vemos que devemos à elas muita gratidão por fazerem de nós as pessoas que nos tornamos.

“Eu tive a mãe mais má do mundo. Enquanto as outras crianças podiam comer doce no café da manhã, eu era forçada a comer mingau, ovos e torrada. Quando as outras crianças compravam refrigerante e bala, eu tinha que comer o sanduíche que ela tinha feito para mim. Como você pode imaginar, eu não ficava muito feliz na hora do jantar. Só tinha um pensamento que fazia eu me sentir melhor: eu não estava sozinha. Minha irmã e meus dois irmãos também tinham a mesma mãe terrível que eu.

Quando nós saiamos para brincar, nós tínhamos que deixá-la saber exatamente quando estaríamos de volta em casa e nós não podíamos nos atrasar nem um minuto. Ela nos forçava a vestir roupas limpas e tomar banho todo dia, enquanto as outras crianças podiam vestir as mesmas roupas por vários dias. As outras crianças riam de nós porque usávamos roupas feitas em casa, para economizar dinheiro.

Mas isso não era tudo! Ela sempre esperava uma disciplina rígida. Mesmo quando nós ficávamos acordados até depois das 9 da noite, nós tínhamos que acordar às 8 da manhã no dia seguinte.

Nós tivemos que aprender a lavar a louça, arrumar nossa cama, cozinhar e fazer outras coisas difíceis. Às vezes eu a imaginava acordada a noite inteira inventando mais coisas horríveis para a gente fazer no dia seguinte.

Ela nos fazia dizer a verdade, toda a verdade, e nada mais do que a verdade, mesmo quando a verdade não era bonita.

O tempo passou, mas a nossa vida não melhorou. Nós não podíamos ficar na cama e fingir que estávamos doentes para não irmos para a escola como as outras crianças.

Enquanto os nossos amigos podiam ficam sem ir para a escola por causa de um arranhãozinho, nós tínhamos que ir e tirar as melhores notas possíveis. Nossa mãe sempre exigia que fizéssemos o melhor em tudo.

E isso continuou, ano após ano. Na escola nós sempre éramos motivo de piada, mas nós ignorávamos. Mesmo depois de termos terminado o colégio, nós não tínhamos paz. Minha mãe tinha feito algo realmente terrível e o resultado falava por si: dois de nós foram para a universidade e nenhum de nós nunca teve problemas com a lei. Só tem uma pessoa responsável pelas pessoas que nós nos tornamos: nossa mãe sem coração.

Nós não tínhamos permissão para fazer muitas das coisas divertidas e interessantes que os nossos amigos puderam fazer, mas isso fez de nós pessoas decentes e honestas.

Agora eu estou tentando dar aos meus filhos a mesma experiência, e quando eles dizem que eu sou ‘má’, eu sinto um certo orgulho. Eu sorrio porque eu estou feliz por ter tido a mãe mais má do mundo!”


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